Plano de adequação do atendimento automatizado para a campanha de veículos 2017+, em que o objetivo do lead deixa de ser um carro específico e passa a ser descobrir quanto de crédito ele tem aprovado.
Hoje o agente trabalha em cima do estoque do pátio: o lead pergunta por um carro, o agente busca, mostra o que tem e agenda a visita. Funciona porque o estoque é conhecido e cabe numa conversa.
A campanha inverte isso. O anúncio promete crédito, não um veículo — e a rede de parceiros coloca praticamente qualquer carro de 2017 em diante ao alcance. Com estoque grande e promessa de crédito, perguntar "qual carro você quer?" é a pergunta errada na hora errada: o lead ainda não sabe o que cabe no bolso dele, e o consultor descobre tarde demais que não cabia nada.
Recebe o lead cru. Faz as mesmas oito perguntas de sempre, uma por uma, no ritmo do WhatsApp. Metade não responde. Da metade que responde, boa parte não tem entrada, tem restrição no nome ou só estava olhando. O tempo já foi gasto.
Recebe a ficha pronta: nome completo, CPF, nascimento, entrada, renda, restrição, o que procura e o que o agente observou na conversa. Abre, roda a simulação, volta com proposta. Sem reabrir o histórico, sem repetir pergunta.
A simulação continua sendo feita à mão pelo consultor, no portal da financeira, como já é hoje. Não estamos automatizando a análise de crédito — estamos eliminando o trabalho de garimpo que vem antes dela.
Este é o produto do agente. A régua é simples: o consultor consegue rodar a simulação sem abrir a conversa.
Renda autônoma — a entrada de R$ 18 mil ela mencionou que sai do FGTS, então confirmar disponibilidade antes de contar como entrada.
Perguntou duas vezes sobre prazo de entrega. Pressa é real, não é curiosidade.
Veio do anúncio de SUV, mas se abriu para sedã quando falamos de parcela.
O filtro não é quem entrega o CPF mais rápido. Quem tem cautela com dados no WhatsApp costuma ser bom comprador, e quem entrega tudo em trinta segundos muitas vezes tem nome sujo e zero entrada.
O que separa de verdade, numa venda financiada, é a probabilidade de aprovar:
Renda autônoma ou informal não reprova o lead — muda a financeira e as condições. Por isso esses campos servem para direcionar o consultor, não para barrar gente na porta.
Anunciar unidades específicas da rede de parceiros, com preço fechado, tem dois problemas: o carro pode já ter sido vendido pelo parceiro quando o lead chegar, e aí a loja fica exposta a reclamação de propaganda enganosa — além de queimar o custo daquele lead.
Sugerimos anunciar a capacidade, com carros como ilustração:
Tira a exposição, e é gancho mais forte: o lead entra pelo problema dele — não sei se eu consigo — em vez de entrar pela vitrine. E resolve a questão do estoque de uma vez, porque o consultor busca o carro depois da aprovação, já sabendo o teto.
CPF só é pedido depois de consentimento explícito, e o termo diz exatamente para quê: consulta de crédito junto a instituições financeiras. Cada aceite fica registrado com data e hora. Isso já é regra do sistema hoje; a mudança é especializar o texto para esta finalidade.
CPF e data de nascimento ficam cifrados no banco e mascarados em todo log e relatório. Ninguém da operação vê o dado completo sem necessidade.
Esta é a proteção mais importante da campanha. O agente nunca diz quanto o lead vai conseguir nem qual será a parcela — nem como estimativa, nem como "mais ou menos". Quem dá número é a simulação do consultor. É uma regra verificada automaticamente a cada mensagem, e o time é alertado se ela for violada.
O desenho parte da operação que vocês já têm: uma equipe de dois a três consultores, atendendo em horário comercial. Três consequências práticas.
Lead qualificado não cai num monte comum. Entra numa fila com responsável definido e prazo visível, para que ninguém fique esperando porque todo mundo achou que outro ia pegar.
A campanha vai gerar lead às 22h de sábado. O agente atende, qualifica e monta a ficha na hora, mas não promete retorno fora do horário comercial: ele diz com clareza quando a consultora vai responder. Na segunda de manhã a equipe abre o painel com as fichas prontas, em vez de começar do zero.
Vamos configurar o retorno dentro do mesmo dia útil como alvo — ajustável se a equipe preferir outro. O número importa porque é exatamente o que o agente promete ao lead, e o que o painel cobra da equipe quando estoura.
Termo de consentimento específico, CPF cifrado, e a trava que impede o agente de citar valor ou parcela. Pré-requisito da campanha — nada sobe ao ar antes disso.
Nova ordem de conversa para a campanha, campos de qualificação calibrados por probabilidade de aprovação, e a ficha entregue ao consultor. Aqui usamos as perguntas que o consultor já faz hoje, extraídas do histórico real de atendimento.
Painel de leads aguardando simulação, distribuídos entre os consultores, cada um com dono e prazo. Quando o consultor devolve a proposta, o agente reengaja o lead automaticamente. Se o prazo estoura, a equipe é cobrada antes do lead perceber.
Seleção de veículos para o agente mostrar durante a conversa, e acompanhamento de quem foi reprovado — quem não aprova hoje frequentemente aprova em três a seis meses, e essa base fica registrada em vez de se perder.
Estimativas de desenvolvimento, sequenciais. As fases 1 e 2 são o mínimo para a campanha ir ao ar.
Seguir com as quatro fases acima, na ordem, começando pelas proteções — que são pré-requisito para a campanha ir ao ar.
Com o aceite, a campanha pode subir assim que as fases 1 e 2 estiverem no ar.
Condições comerciais desta mudança a definir em documento separado.